A revista britânica "The Economist" publicou uma reportagem que analisa a nova ordem global liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacando uma colaboração surpreendente entre os EUA, Rússia e Coreia do Norte em uma votação na ONU sobre a guerra da Ucrânia. Essa aliança, segundo a revista, reflete uma mudança significativa nas relações internacionais, caracterizada por uma abordagem "mafiosa", onde potências exploram países menores.
A reportagem sugere que Trump está quebrando os paradigmas estabelecidos desde o pós-Segunda Guerra Mundial, criando um cenário onde as grandes potências impõem suas vontades sobre nações menores. O artigo cita que esse novo modelo de resolução de conflitos será mais perigoso, resultando em uma América mais fraca e em declínio econômico.
Além de Trump, líderes como Vladimir Putin, Benjamin Netanyahu e Xi Jinping são mencionados como participantes dessa nova configuração de poder. A proposta de exploração de recursos minerais na Ucrânia, que deve ser formalizada em um acordo entre Trump e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, é vista como um marco dessa nova era.
A revista destaca que a abordagem de Washington tem ignorado aliados tradicionais, como a Ucrânia e os países europeus, ao favorecer acordos diretos com Moscou. Essa dinâmica acentua a fragilidade das relações internacionais e o potencial de conflitos futuros, conforme afirmado pela publicação.

