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Tempestade de neve no Tibete deixa quase mil alpinistas presos no Everest

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Centenas de moradores e equipes de resgate foram mobilizados até o vale de Karma, que leva à face leste do monte Everest, no Tibete, para ajudar a remover a neve que bloqueava o acesso à área e resgatar quase mil pessoas que haviam ficado presas no local, segundo a agência de notícias Jimu News.

Uma tempestade de neve atinge o vale, que fica a uma altitude média de 4.200 metros e faz parte da cordilheira do Himalaia, desde sexta-feira (3). Até este domingo (5), segundo a mídia estatal chinesa, 350 alpinistas que estavam cercados pela nevasca foram levados a Qudang. Os turistas restantes chegarão à cidade em etapas sob a orientação e assistência dos socorristas organizados pelo governo local.

O volume de visitantes no vale de Karma aumentou durante esta semana devido aos oito dias do feriado de Dia Nacional da China. O relato da mídia estatal não informou se os guias locais e a equipe de apoio dos grupos de alpinistas haviam sido contabilizados.

"Estava muito úmido e frio nas montanhas, e a hipotermia era um risco real", disse Chen Geshuang, que faz parte de uma equipe de 18 alpinistas que conseguiu chegar a Qudang. "O clima este ano não está normal. O guia disse que nunca havia encontrado tal clima em outubro, e aconteceu tudo muito repentinamente", disse ela à agência Reuters.

A mídia estatal também não deixou claro se os alpinistas da face norte do Everest, também no Tibete, foram afetados ou não pelas tempestades. O local, devido ao seu fácil acesso por estrada pavimentada, atrai um grande número de turistas -e o mês de outubro, quando os céus costumam ficar limpos no final da monção indiana, é uma temporada de pico para o turismo na região.

A venda de ingressos e a entrada em toda a Área Cênica do Everest foram suspensas desde o sábado (4), segundo avisos nas contas oficiais do WeChat da Empresa de Turismo do Condado de Tingri.

Ao sul do Tibete, no Nepal, fortes chuvas provocaram deslizamentos de terra e inundações que bloquearam estradas, destruíram pontes e mataram ao menos 47 pessoas desde sexta (3).

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