O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou em entrevista ao Corriere della Sera que a estratégia de pressionar países por meio de sanções tende a ser ineficaz e que o caminho mais produtivo é a negociação. Ele fez o comentário ao ser questionado sobre a atuação dos Estados Unidos para reduzir a influência comercial e financeira da China na América Latina.
"Entendo que a política de pressões e de sanções não é útil. O que serve é a negociação", disse. Tajani acrescentou que ações punitivas "não têm lugar" e defendeu que, em qualquer tratativa, deve prevalecer o interesse nacional.
Tajani também destacou o papel de Roma como sede de iniciativas diplomáticas no Oriente Médio. Segundo ele, a Itália recebeu conversas entre Líbano e Israel e avaliou que o diálogo entre as partes já representa "um enorme passo à frente". "Roma virou a capital da paz", disse.
Sobre o reconhecimento da Palestina, Tajani reiterou que a Itália apoia a solução de dois Estados, mas afirmou que um eventual Estado palestino não pode ficar sob controle do Hamas, que ele classificou como organização terrorista. O chanceler afirmou ainda que a Itália participa como observadora de uma iniciativa internacional voltada à paz, mas ressaltou que não há "solução mágica" e que a próxima fase de negociações é complexa.




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