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Sobe para 43 número de mortos após passagem do furacão Melissa no Haiti

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O furacão Melissa deixou pelo menos 43 mortos no Haiti, informaram autoridades locais nesta terça-feira (4), o que eleva a 76 o número de mortes em decorrência da passagem de uma das piores tempestades do século pelo Caribe.

O fenômeno devastou regiões inteiras da Jamaica e provocou inundações no Haiti e em Cuba durante sua trajetória de vários dias pela região. Na Jamaica, o furacão deixou ao menos 32 mortos, embora o governo do país tenha afirmado nesta segunda que o balanço deve aumentar.

Além dos 43 mortos, o furacão deixou outros 13 desaparecidos no Haiti, segundo um documento da Defesa Civil local enviado à agência de notícias AFP. As autoridades haitianas decretaram três dias de luto nacional.

No último domingo (2), os Estados Unidos anunciaram uma ajuda humanitária de US$ 3 milhões (mais de R$ 16 milhões) para os cubanos afetados pelo furacão, que devastou várias províncias do leste da ilha. "Os EUA estão coordenando com a Igreja Católica a distribuição de ajuda humanitária", anunciou o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano na rede social X.

No passado, a instituição religiosa atuou com frequência como mediadora entre os dois adversários ideológicos. Além dos EUA, Venezuela, México e agências da ONU também enviaram ajuda a Cuba.

O regime cubano, que deslocou preventivamente mais de 700 mil pessoas, não reportou vítimas até o momento. No entanto, várias províncias do leste da ilha sofreram danos consideráveis, como desabamentos de casas, cortes de energia elétrica e devastação de colheitas.

A ação americana não foi vista com bons olhos pelo regime. "Se fosse sincera a vontade desse governo de apoiar o nosso povo, teriam levantando sem condições o bloqueio criminoso e eliminado [nosso país] da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, onde nunca deveríamos ter estado", afirmou o membro do Partido Comunista de Cuba Roberto Morales Ojeda, para quem a oferta americana foi indigna.

No sábado (1º), o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo "à mobilização de recursos maciços para enfrentar perdas e danos causados pelo furacão", segundo seu porta-voz.

No restante do Caribe, os EUA mobilizaram equipes de ajuda humanitária em República Dominicana, Bahamas, Haiti e Jamaica.

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