CAIRO – Subiu para 305, incluindo 27 crianças, o número oficial de mortos no mais brutal atentado na História moderna do Egito, ocorrido nesta sexta-feira, quando homens armados abriram fogo depois de explodirem bombas na mesquita de Al Rawdah, localizada no Oeste da cidade de Arish, capital da província do Norte do Sinai. Nenhum grupo ainda reivindicou a autoria do ataque, mas acredita-se que ele foi conduzido por um grupo afiliado ao Estado Islâmico na região.
O novo balanço de vítimas do atentado, que também deixou mais de cem feridos, foi feito pelo procurador-geral do país e transmitido em um comunicado na TV estatal egípcia na manhã deste sábado. O Exército egípcio também realizou ataques aéreos na área onde as forças de segurança lutam contra a facção egípcia do grupo extremista muçulmano, poucas horas depois que o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi prometeu “vingar os mártires” do atentado.
Ainda de acordo com o comunicado do procurador-geral, o militantes armados que atacaram a mesquita somavam entre 25 e 30 homens e portavam uma bandeira do Estado Islâmico. Segundo os relatos, os atiradores, alguns usando máscaras e uniformes de estilo militar, cercaram a mesquita bloqueando janelas e uma entrada e abriram fogo em seu interior com rifles automáticos.
“Eles eram entre 25 e 30, portando a bandeira do Daesh, e assumiram posições diante da porta da mesquita e suas 12 janelas com rifles automáticos”, disse o texto, usando um termo árabe para o Estado Islâmico.
O ataque foi o maior contra civis e o primeiro contra uma grande mesquita desde que um grupo afiliado ao Estado Islâmico começou sua campanha de violência contra o governo, após as Forças Armadas destituírem em 2013 o presidente Mohamed Mursi, ligado à Irmandade Muçulmana. Desde então, os grupos extremistas têm multiplicado atentados contra militares e policiais.
Sob o impacto de uma repressão severa, a Irmandade Muçulmana, um movimento poderoso que durante muito tempo foi a principal força de oposição no Egito, dividiu-se em várias tendências rivais, entre os partidários e os opositores da ação armada.

