SÃO PAULO, 12 Mar (Reuters) - A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) afirmaram nesta quinta-feira que estão acompanhando, "de forma atenta e com preocupação, os recentes desdobramentos relacionados aos embarques de soja destinados ao mercado chinês".
O comunicado das duas entidades representativas das tradings e processadoras de grãos foi divulgado após o presidente da Cargill no Brasil, Paulo Sousa, ter afirmado à Reuters, na véspera, que a empresa Cargill suspendeu operações de exportação de soja brasileira à China devido a mudanças na inspeção fitossanitária pelo governo brasileiro.
Diante desse cenário, a Abiove e a Anec reafirmam que seguem atuando com autoridades "para buscar soluções que garantam a fluidez do comércio, a previsibilidade das operações, prezando pela segurança jurídica e fortalecimento das relações comerciais internacionais e pela garantia dos requisitos de fitossanidade".
Segundo Sousa, o Ministério da Agricultura do Brasil adotou uma inspeção mais rigorosa para soja destinada à China, após solicitação do governo chinês, e a nova fiscalização está dificultando cumprimento de normas pelos comerciantes e a obtenção da autorização para o embarque do produto.
(Por Roberto Samora)

