WASHINGTON — Vinte anos depois, o caso sexual envolvendo o então presidente americano Bill Clinton e estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky, voltou à tona esta semana, depois que outra mulher foi à TV acusar novamente o democrata. A acusação de Juanita Broaddrick fez com que a senadora Kirsten Gillibrand, do mesmo partido de Clinton, afirmasse que o o ex-presidente deveria ter renunciado à época. Em entrevista ao “New York Times”, Gillibrand criticou o comportamento do senador, também democrata, Al Franken, que se desculpou depois que uma âncora de rádio de Los Angeles o acusou de beijá-la à força em 2006. Questionada depois se acreditava que Clinton deveria ter renunciado à época, a senadora fez uma longa pausa e respondeu:
— Sim, acho que essa seria a resposta apropriada — afirmou a senadora, uma das mais críticas na Casa em questões de assédio sexual.
Em 1999, a Câmara dos Representantes votou para acusar Clinton de perjúrio e obstrução de sua investigação sobre o caso. O Senado, no entanto, o absolveu. Agora, enquanto canais conservadores revivem as acusações contra Clinton, chamado de hipocrisia o linchamento público de Roy Moore — candidato republicano ao Senado, também acusado de assédio a menores —, alguns progressistas começam a achar que pode ser hora de repensar a defesa de Clinton.
Na quinta-feira, Juanita comentou novamente a agressão.
— Sinto que as pessoas estão começando a acreditar e perceber que fui verdadeiramente agredida sexualmente por Bill Clinton — afirmou na Fox News, quase duas décadas após a primeira denúncia.
Nesta sexta-feira, Mika Brzezinski uma das apresentadores da rede MSNBC, acusou Clinton de ser um “predador” sexual em uma acalorada discussão sobre o tema.

