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Safras eleva projeção para colheita de milho do Brasil em 2026/27; reduz a de sorgo em 2026

Reuters
Safras eleva projeção para colheita de milho do Brasil em 2026/27; reduz a de sorgo em 2026
Safras eleva projeção para colheita de milho do Brasil em 2026/27; reduz a de sorgo em 2026

SÃO PAULO, 28 Ago (Reuters) - A produção total de milho do Brasil na nova temporada 2026/27 tem potencial para atingir 145,6 milhões de toneladas, aumento de cerca de 600 mil toneladas no comparativo com a previsão anterior, com um ajuste na expectativa de plantio na "safrinha", estimou nesta sexta-feira a consultoria Safras & Mercado.

O volume ficaria acima das 139,314 milhões de toneladas previstas para a temporada 2025/26, indicou a Safras.

A consultoria não alterou a projeção para a primeira safra, estimada em 25,3 milhões de toneladas, e mexeu para cima a projeção de área plantada para a segunda safra ("safrinha") e nas regiões Norte e Nordeste.

Para "safrinha" de 2027, a área prevista deve ocupar 15,82 milhões de hectares, com um avanço anual de 0,5% e também acima do previsto no mês passado (15,787 milhões de hectares).

As regiões Norte e Nordeste deverão aumentar em 2,4% a área de milho, para 2,67 milhões de hectares, ante 2,6 milhões de hectares na previsão anterior.

Segundo o analista Paulo Molinari, considerando uma situação normal de clima, o rendimento médio das lavouras para a temporada 2026/27 deverá ficar em 6.601 quilos por hectare, praticamente estável no comparativo com o levantamento anterior.

Mas a Safras vê a produtividade média superando os 6.344 quilos por hectare esperados para a safra 2025/26.

A área total de milho deverá ocupar 22,05 milhões de hectares em 2026/27, com avanço de 0,4% sobre 2025/26.

SORGO ABAIXO DA EXPECTATIVA

A consultoria ainda reduziu a projeção de safra de sorgo do Brasil para 4,55 milhões de toneladas em 2026, versus 5,08 milhões no levantamento anterior, de junho deste ano. Mesmo assim, a produção deve ficar acima das 3,679 milhões de toneladas do ano passado.

De acordo com Molinari, o corte na produção é determinado pelos problemas de clima seco registrados em Estados produtores como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso.

(Por Roberto Samora e André Romani; edição de Letícia Fucuchima)

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