SÃO PETERSBURGO, Rússia, 21 Out (Reuters) - Stephen Hubbard, um professor aposentado norte-americano de 74 anos que estava sob custódia russa desde 2022, foi libertado da prisão na quarta-feira e levado ao aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, informou o presidente Vladimir Putin.
O chefe do Kremlin fez o anúncio durante uma reunião com o enviado dos EUA, Steve Witkoff, em São Petersburgo, sem dar mais detalhes.
“O presidente envia seus agradecimentos, toda a nossa nação envia seus agradecimentos, por Stephen Hubbard”, disse Witkoff a Putin em uma reunião televisionada. “Graças a você, ele está voltando para casa, para sua família.”
Martin De Luca, advogado de Hubbard nos Estados Unidos, agradeceu ao presidente Donald Trump, a Witkoff e a outras autoridades norte-americanas por garantirem a libertação de Hubbard em um comunicado, chamando-a de “um dividendo conquistado ao longo do difícil caminho para a paz”.
Trump confirmou a libertação em uma postagem no Truth Social, afirmando que os EUA não foram obrigados a oferecer nada em troca.
Hubbard, de Michigan, cumpria uma pena de prisão de seis anos e 10 meses na Rússia após ter sido condenado por atividade mercenária em um julgamento a portas fechadas.
Ele foi preso em abril de 2022 na cidade de Izyum, no leste da Ucrânia, onde promotores russos alegaram que ele estaria atuando em um posto de controle militar ucraniano.
Os promotores afirmaram que Hubbard havia se juntado a uma unidade de defesa territorial ucraniana, recebido treinamento, armas e munição, e que lhe haviam prometido US$1.000 por mês.
A mídia estatal russa informou que ele se declarou culpado das acusações. Mas De Luca havia dito anteriormente à Reuters que Hubbard lhe contara que as acusações contra ele eram falsas e que ele não fazia parte de nenhuma unidade de combate ou militar.
Em uma entrevista de 2024 à Reuters, a irmã de Hubbard, Patricia Fox Hubbard, também contestou a ideia de que seu irmão tenha pegado em armas por qualquer governo, descrevendo-o como alguém "nada voltado para a vida militar" e ressaltando sua idade avançada.
Até quarta-feira, Hubbard era o único prisioneiro norte-americano detido pela Rússia que havia sido designado por Washington como “detido indevidamente”.
O governo Trump conseguiu, no ano passado, a libertação de outro norte-americano preso na Rússia, o professor Marc Fogel, que cumpria pena de 14 anos de prisão por contrabando de drogas.
(Reportagem de Lucy Papachristou)
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