Ataques aéreos russos levaram ao fechamento total ou parcial, nesta sexta-feira, de três pontes sobre o rio Dnipro em Kiev, capital da Ucrânia, segundo o prefeito da cidade, no mais recente esforço de Moscou para atrapalhar a rotina local.
Em paralelo, o principal diplomata ucraniano disse que autoridades receberam propostas separadas de uma trégua parcial com a Rússia apresentadas pelos Estados Unidos, Índia, Turquia e Egito. As iniciativas preveem a suspensão de ataques à infraestrutura de energia, que provocaram escassez de combustível na Rússia e apagões na Ucrânia, e também de ações contra a navegação no Mar Negro, vital para o escoamento de grãos aos mercados globais.
Os ataques que afetaram três das seis pontes rodoviárias de Kiev provocaram congestionamentos e sugerem uma nova tática para pressionar a população. Em ofensivas anteriores, a Rússia atingiu, entre outros alvos, prédios residenciais, armazéns de supermercados, postos de combustíveis e centros de dados, em uma escalada das investidas.
"Os civis estão sofrendo o impacto maior desta guerra", disse em Genebra hoje o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.
"A guerra na Ucrânia é uma catástrofe de direitos humanos que cresce e se intensifica semana após semana, causando dor inimaginável aos civis", afirmou. "Em toda a Ucrânia, as pessoas vivem em constante pavor."
Apesar da intensificação da guerra aérea nos últimos meses, os combates ao longo da linha de frente de cerca de 1.250 quilômetros, que se estende pelo norte, leste e sul da Ucrânia, permanecem praticamente estagnados. A Rússia invadiu o país vizinho há mais de quatro anos e meio, e não há sinais concretos de que um acordo de paz esteja próximo.
Ainda assim, a Ucrânia obteve algum avanço neste ano contra o exército maior da Rússia, segundo o Institute for the Study of War. As forças russas perderam o controle de quase 300 quilômetros quadrados entre março e setembro, informou o centro de estudos sediado em Washington em relatório divulgado no fim da noite de quinta-feira. O documento também estima que os militares russos sofreram mais de 46 mil baixas em setembro, o maior número mensal deste ano, sem detalhar quantos ucranianos foram mortos ou feridos.
A Rússia lançou mais de 100 drones contra a Ucrânia durante a noite, atingindo Kiev e outras oito regiões, segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Quase metade dos drones era do tipo a jato, especialmente difícil de interceptar, detalhou ele.
Um drone atingiu um edifício residencial em Kiev, matando uma pessoa, afirmou Zelensky. Em outras áreas, pelo menos quatro pessoas teriam ficado feridas.
O presidente ucraniano reiterou o apelo para que países fechem brechas nas sanções internacionais contra a Rússia e imponham novas restrições ao comércio do país. Ele disse que drones e mísseis russos dependem "de forma crítica" de componentes estrangeiros.
"Cada drone russo pode, na prática, ser parado ainda na linha de produção", escreveu Zelensky em uma postagem no X.
A Ucrânia também tem atacado a Rússia com drones e mísseis de longo alcance que passou a produzir, mirando fábricas militares e refinarias de petróleo.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou hoje que suas defesas aéreas derrubaram durante a noite 646 drones ucranianos sobre regiões russas, a Crimeia ocupada, o mar de Azov e o Mar Negro.
Uma pessoa ficou ferida na região russa de Volgogrado, no sudoeste do país, afirmou o governador Andrei Bocharov. O ataque teria como alvo "infraestrutura industrial", segundo ele, sem fornecer detalhes.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
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