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Rússia enfrenta pressão crescente após ser novamente atacada por drones de Kiev

Estadão

A Ucrânia atingiu nesta terça-feira, 30, um dos maiores centros de comunicação por satélite da Rússia pela segunda vez em pouco mais de uma semana, de acordo com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o que aumenta ainda mais a pressão de Kiev contra Moscou em meio à intensificação de ataques com drones.

O Centro de Comunicações por Satélite de Dubna, localizado ao norte de Moscou, a cerca de 500 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, é utilizado para coleta de inteligência e para a coordenação das forças armadas russas que combatem na Ucrânia, segundo postagem de Zelensky no Telegram. Não houve confirmação russa sobre o ataque.

Nas últimas semanas, a Ucrânia intensificou a pressão sobre o Kremlin com ataques cada vez mais profundos em território russo. As ofensivas têm como principais alvos refinarias de petróleo, mas também incluem ataques em larga escala com drones contra Moscou e São Petersburgo.

O prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, afirmou em publicação no Telegram que as defesas aéreas russas derrubaram mais de 60 drones após sucessivas ondas de ataques lançadas contra a capital russa desde aa noite de segunda-feira. No total, o Ministério da Defesa da Rússia informou ter interceptado ou destruído 419 drones.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou, em comunicado, que, ao todo, foram abatidos 419 drones no ataque, incluindo aqueles em direção à Moscou e Crimeia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, condenou o ataque ucraniano à região de Moscou e afirmou a jornalistas, nesta terça-feira, que "civis estão sofrendo e crianças estão morrendo".

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