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Rússia diz que suspeito de explosão em carro que feriu romancista agia pela Ucrânia

Estadão
A principal agência de investigação da Rússia afirmou que o carro-bomba que feriu um romancista pró-Kremlin e matou seu motorista, neste sábado, agia a mando dos serviços especiais da Ucrânia. A explosão que atingiu o carro de Zakhar Prilepin, um conhecido escritor nacionalista e defensor da guerra, foi a terceira envolvendo proeminentes figuras pró-Kremlin desde o início do conflito.

O incidente ocorreu na região de Nizhny Novgorod, cerca de 400 quilômetros a leste de Moscou. O Comitê Investigativo da Rússia disse que um suspeito pelo ataque era ucraniano e admitiu, sob interrogatório, que estava trabalhando sob ordens da Ucrânia.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia também associou os Estados Unidos ao atentado. "A responsabilidade por este e outros atos terroristas é não apenas das autoridades ucranianas, mas também de seus patronos ocidentais, em primeiro lugar, os Estados Unidos, que desde o golpe de estado de fevereiro de 2014 têm alimentado meticulosamente o projeto neonazista antirrusso na Ucrânia", disse o ministério, referindo-se ao levante de 2014 em Kiev.

As autoridades ucranianas não comentaram diretamente as alegações. No entanto, o conselheiro presidencial da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, disse no Twitter que, para manter um "controle total", a máquina de repressão russa "atinge a todos", incluindo os apoiadores da guerra na Ucrânia.

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