MOSCOU — O Kremlin negou nesta quarta-feira que tenha informações comprometedoras sobre o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ou sobre sua rival, a democrata Hillary Clinton, classificando as alegações de fontes da Inteligência americana como “falsas” e um “absurdo total”.
Em uma teleconferência com jornalistas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o caso era uma farsa criada para prejudicar ainda mais as relações entre Estados Unidos e Rússia.
— É uma falsidade total. A fabricação de semelhantes mentiras é uma evidente tentativa óbvia de prejudicar as nossas relações bilaterais — disse Peskov, que também descartou as alegações de que ele próprio estaria fortemente envolvido na condução de uma campanha russa para minar a candidata presidencial Hillary Clinton. — Você tem que reagir a isso com um certo humor, mas há também um lado triste para isso. A histeria está sendo atiçada para manter uma caça às bruxas política.
Vários jornais americanos noticiaram na terça-feira a existência de um documento de 35 páginas que detalham informações apresentadas como comprometedoras sobre Trump, entre elas a existência de um vídeo de caráter sexual filmado clandestinamente pelos serviços russos durante uma visita a Moscou em 2013.
O documento, escrito por um ex-agente britânico, considerado confiável pelos serviços dos Estados Unidos, alude também a supostas trocas de informações durante vários anos entre Trump e o Kremlin.
Segundo a imprensa, essas informações foram apresentadas a Trump na sexta-feira durante um encontro com os chefes das agências de Inteligência que deviam lhe informar sobre a suposta interferência russa durante a campanha eleitoral, algo que Moscou nega.
O conteúdo do documento não foi confirmado por fontes oficiais. No Twitter, Trump rejeitou as alegações.
“Notícia falsa. Política total de caça às bruxas”, postou.

