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Rússia, China e África do Sul rebatem ameaça de tarifa dos EUA

Rússia, China e África do Sul rebatem ameaça de tarifa dos EUA
Rússia, China e África do Sul rebatem ameaça de tarifa dos EUA

Rússia, China e África do Sul responderam nesta segunda-feira (7) à ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa extra de 10% sobre países que se alinhem ao que ele chamou de “política antiamericana do Brics”. A medida deve começar a valer em 1º de agosto, segundo publicação de Trump nas redes sociais. O anúncio foi feito após a cúpula do Brics no Rio de Janeiro divulgar uma declaração que defende o uso de moedas locais no comércio entre os países do bloco e critica medidas tarifárias unilaterais.

O governo russo afirmou que a cooperação dentro do Brics nunca teve como objetivo prejudicar terceiros países. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o grupo busca interesses comuns com base em uma visão compartilhada de mundo e que a parceria não será dirigida contra nenhuma outra nação. Já a China declarou que se opõe ao uso de tarifas como instrumento de coerção e destacou que essas medidas não beneficiam ninguém.

A África do Sul, por sua vez, reforçou que não é contrária aos Estados Unidos e que segue comprometida em negociar um acordo comercial com o governo Trump. O porta-voz do Ministério do Comércio, Kaamil Alli, informou que o país mantém conversas construtivas e aguarda um posicionamento formal dos EUA sobre um possível tratado bilateral. A Malásia, parceira do Brics desde 2024, também se manifestou e afirmou que adota uma política externa independente e voltada para o comércio.

A cúpula do Brics termina nesta segunda-feira (7) no Rio, com divulgação de declarações sobre clima, saúde e inteligência artificial. O Brasil passa o comando rotativo do bloco para a Índia. Representantes de 11 países-membros, parceiros e convidados participaram das discussões, que incluíram defesa de reforma na ONU, regulação da inteligência artificial e apoio à solução de dois Estados no conflito entre Israel e Palestina.

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