WASHINGTON - Os entraves para a construção de um muro ao longo da fronteira com o México vão desde a demarcação de reservas indígenas, parques nacionais e florestas, passando por dificuldades geográficas, ao alto custo de uma obra que ainda não se sabe como será paga — apesar das promessas de Donald Trump de repassar os gastos ao país vizinho.
Grande parte dos 3.200 quilômetros da fronteira que ainda não têm qualquer barreira encontram-se em terreno muito acidentado, o que encareceria ainda mais os custos da obra. No Texas, há ainda outro empecilho: quase todo o terreno ao longo da fronteira é de propriedade privada.
Quando o então presidente George W. Bush tentou construir cercas na região, em 2006, enfrentou forte oposição dos fazendeiros e agricultores locais, que levaram o governo ao tribunal. Um campo de golfe popular perto da fronteira, em Brownsville, teve de ser separado do resto da cidade por cercas e acabou por fechar as portas em 2015.
— Construir uma parede é a maneira mais cara e menos eficaz de proteger a fronteira — disse o republicano Will Hurd. — Muitas áreas em meu distrito são exemplos perfeitos de onde um muro é desnecessário e teria um impacto negativo no meio ambiente, na economia e na propriedade privada.
Além da oposição dos donos das terras, o custo monumental da obra, orçada entre US$ 12 bilhões e US$ 15 bilhões, é outro obstáculo que pode entravar sua consecução.

