Em comunicado, Borrell exortou o país a reverter o reconhecimento. "Este ato ilegal mina ainda mais a soberania e a independência da Ucrânia e é uma violação grave do direito internacional e dos acordos internacionais", criticou.
O representante assegurou que a UE responderá às violações de maneira urgente com novas medidas punitivas, entre elas restrições em relações econômicas com as regiões separatistas, além de sanções específicas contra indivíduos e entidades envolvidas na situação. "Advertimos a Rússia contra o uso dos pactos recém-assinados com as autoproclamadas 'repúblicas' como pretexto para tomar novas medidas militares contra a Ucrânia", acrescentou.
Borrell também instou outros países a não seguirem a decisão de Moscou de reconhecer a autonomia dos territórios ucranianos. "A UE reitera o seu apoio e comprometimento inabaláveis à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas", pontuou.

