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Rajoy vai à Catalunha pela primeira vez desde votação pela independência

BARCELONA - O chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, foi a Barcelona neste domingo pela primeira vez desde que destituiu o Executivo separatista catalão após a vitória do “sim” em referendo não-oficial sobre a independência da região, e manifestou seu desejo de “recuperar a Catalunha de todos”.

Em um comício de seu Partido Popular (PP) para as eleições regionais de 21 de dezembro, Rajoy também pediu “a todas as empresas que trabalham, ou que trabalharam, na Catalunha que não vão embora”, como fizeram mais de 2 mil companhias desde o início de outubro, quando a crise política com a região se intensificou.

Desde então, parte do governo catalão destituído foi preso sob acusações de sedição e rebelião, enquanto outra parte está em Bruxelas, na Bélgica, inclusive o ex-presidente da região e líder separatista Carles Puigdemont, que se apresenta como “chefe de governo no exílio”. A Justiça espanhola já pediu à Bélgica a detenção de Puigdemont, num caso que a Judiciário belga deve resolver nos próximos dois meses.

A ida de Rajoy à Catalunha acontece inclusive um dia depois de cerca de 750 mil pessoas protestarem nas ruas de Barcelona contra as prisões dos líderes catalães. Aos gritos de “Puigdemont para presidente”, os manifestantes pediram a libertação dos detidos, com cartazes classificando-os como “prisioneiros políticos” do governo central da Espanha.

Rajoy rebateu as acusações em seu discurso em Barcelona:

- Restabelecemos a ordem legal e democrática, foi isto que ocorreu, e não outra coisa. As medidas excepcionais só devem ser adotadas quando não há outro caminho - afirmou, sobre a aplicação do artigo 155, que lhe permitiu destituir o governo regional, dissolver o parlamento e convocar eleições. - Nós o ativamos depois de esgotarmos todos os convites e requerimentos possíveis para conter a escalada de agressão à convivência. Não pode um governo, nem aqui, nem em nenhum país democrático do mundo, instalar-se na ilegalidade e se vangloriar disso. Temos que recuperar a Catalunha sensata, negociadora, empreendedora e dinâmica, acolhedora e aberta, segura e confiável, respeitosa e respeitada (...) que tanto contribuiu para o progresso da Espanha e Europa.

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