Por Valentina Za
MILÃO, 16 Ago (Reuters) - Quatro obras de arte do pintor do século 15 Antonello da Messina foram roubadas durante a noite do Museu Regional de Messina, informou o ministro da Cultura da Itália neste domingo, expressando confiança na investigação policial.
O roubo priva Messina de partes da única obra remanescente do pintor renascentista que permaneceu em sua cidade natal, além de uma pequena pintura adquirida pela Região da Sicília há duas décadas.
"Fiquei chocado e triste ao saber do roubo", disse o ministro da Cultura, Alessandro Giuli, em comunicado.
Os ladrões entraram no museu na noite de 15 de agosto, feriado nacional na Itália, segundo a imprensa italiana.
Um funcionário do museu contatado pela Reuters disse que não poderia fornecer nenhuma informação.
"Parecia cena de filme", disse Enzo Caruso, vereador responsável pela cultura, segundo o site do Corriere della Sera.
Caruso afirmou que a compra de uma obra de Antonello da Messina pelo Estado italiano por US$15 milhões no início deste ano pode ter colocado o museu de Messina na mira dos criminosos.
Os ladrões levaram três dos cinco painéis restantes que compunham um retábulo conhecido como Polittico di San Gregorio.
Originalmente composto por seis painéis e destinado a um mosteiro local que foi destruído pelo terremoto de Messina em 1908, o retábulo foi a única obra do pintor siciliano que nunca saiu de sua cidade natal.
Os ladrões levaram uma quarta obra de arte de uma vitrine segura: uma pequena pintura representando a Virgem com o Menino e um monge franciscano.
A obra fazia parte da coleção Wilhelm Soldan e foi vendida pela Christie's à Região da Sicília em 2003, ano em que foi atribuída a Antonello da Messina.
Nascido por volta de 1430, Antonello da Messina formou-se em Nápoles, onde estudou as obras de artistas provençais e flamengos, cuja influência é evidente em seus trabalhos.
Ele retornou a Messina em 1457, onde trabalhou até 1474.
O roubo em Messina ocorreu depois que a polícia italiana recuperou, na sexta-feira, três pinturas dos mestres franceses Paul Cézanne, Pierre-Auguste Renoir e Henri Matisse, que haviam sido roubadas de um museu perto da cidade de Parma, no norte do país, em março.
(Reportagem de Valentina Za)



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