Por Paul Sandle
LONDRES, 10 Jun (Reuters) - O príncipe William, do Reino Unido, afirmou que a inteligência artificial está sendo utilizada para identificar pessoas em risco de ficar sem teto, permitindo uma intervenção precoce para mantê-las em suas moradias ou reduzir o tempo que passam nas ruas ou em alojamentos temporários.
O príncipe disse na London Tech Week que se trata de uma “conversa incomum” para um fórum de tecnologia, mas que os tipos de dados que as empresas lidam diariamente poderiam fornecer insights que fazem uma diferença real.
“Não sei se vocês percebem o quanto esses dados podem ser usados para prever e identificar problemas relacionados à possível falta de moradia antes que eles surjam”, declarou ele.
A falta de moradia tem sido há muito tempo uma causa importante para o príncipe, e há três anos ele criou o projeto “Homewards” com o objetivo de tornar o problema “raro, breve e irrepetível”.
O programa lançou seu Laboratório de Dados sobre a Situação de Rua na Tech Week em parceria com a LandAid e a Salesforce, com o apoio de Bloomberg, VodafoneThree, Accenture, NatWest Group e outras empresas.
O laboratório analisará dados para identificar sinais de alerta — como o não pagamento de contas, o corte do serviço telefônico ou a ausência de uma criança na escola — para intervir e reduzir a falta de moradia, um problema que, segundo o Homewards, afeta mais de 430 mil pessoas no Reino Unido.
O príncipe disse que os dados poderiam ajudar a identificar muito mais cedo quando alguém estivesse passando por dificuldades, permitindo uma intervenção que pudesse ajudá-los a permanecer em suas casas, empregos e comunidades.
“É melhor prevenir do que remediar”, afirmou, apelando a outras empresas e organizações para que se juntem às 25 que já trabalham com o laboratório.



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