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Pressionado, Trump monopoliza convenção com presença de radicais

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Se a convenção republicana fosse no Brasil, a agenda do evento geraria memes aos montes: de manhã, "Bom dia, Trump" e "Encontro com Trump". No almoço, "Trump Hoje". À noite, "Trump Nacional". A brincadeira com a grade da TV Globo resumiria bem o tom da cerimônia, que terá discursos diários do presidente, de acordo com o New York Times. Nesta segunda (24), Trump deve ir a Charlotte, sede de um encontro reduzido. À noite, deverá fazer o primeiro de quatro pronunciamentos. A agenda oficial do evento foi divulgada apenas na noite de domingo (23). Tradicionalmente, o candidato faz apenas um discurso, no último dia de convenção. O republicano buscará usar o evento para melhorar sua posição nas pesquisas. Levantamento nacional realizado pelo canal ABC e pelo instituto Ipsos divulgado neste domingo mostra que ele tem 32% de chances de vencer o pleito, contra 45% do rival, Joe Biden. A convenção dará destaque a ativistas que ficaram conhecidos por confrontar manifestantes antirracistas, combater o aborto e desafiar a imprensa, em um sinal de que a aposta de Trump no discurso de confronto e de acenos a grupos radicais segue firme. A lista traz um casal branco que apontou armas em direção a uma passeata pacífica do movimento negro, alvo frequente do presidente. O destaque a participantes com esse perfil ajuda a desviar o foco da ausência de figuras de peso do partido. Nomes como o ex-presidente George W. Bush se recusam a apoiar o líder americano. Nos últimos anos, houve pouco espaço para o surgimento de novos líderes republicanos. Trump monopoliza as atenções e busca minar a ascensão de figuras com potencial para brilhar mais do que ele, explica o jornalista Michael Wolff no livro "O Cerco", que relata bastidores da Casa Branca. Em outro sinal de imobilidade, não estão previstos debates para uma nova plataforma de campanha. A proposta de 2016, centrada no lema "Make America Great Again", será reaproveitada.

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