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Presidente francês pede união de líderes para evitar erros que levaram às guerras mundiais

100 anos após 1ª Guerra Mundial

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Presidente francês pede união de líderes para evitar erros que levaram às guerras mundiais
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Paris, França - Mais de 70 líderes mundiais se reuniram neste domingo para uma cerimônia solene na França em memória aos combatentes da Primeira Guerra Mundial, encerrada há 100 anos. O anfitrião, presidente francês Emmanuel Macron, fez um discurso forte, alertando os líderes contra os perigos do nacionalismo em um discurso dirigido diretamente à crescente onda de populismo nos Estados Unidos e na Europa.

A frase mais marcante foi: “O patriotismo é exatamente o oposto do nacionalismo. O nacionalismo é uma traição ao patriotismo. É dizer que nossos interesses estão em primeiro lugar, aconteça o que acontecer com os outros".

Com líderes, como os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, entre outros líderes mundiais, Macron disse que os "demônios antigos" que causaram a Primeira Guerra Mundial e milhões de mortes estão ficando mais fortes.

O presidente francês exortou ainda os dirigentes globais reunidos em Paris a cooperar e defender as instituições internacionais para evitar os erros que ocorreram nos conflitos do século XX. "O futuro das esperanças na oportunidade de manifestar os novos méritos", disse.

"Você apaga a coisa mais preciosa que uma nação pode ter, aquilo que a torna viva, aquilo que a torna grande e a mais importante: seus valores morais", disse ainda Macron.

Segundo o Washington Times, Trump já se declarou orgulhosamente ser nacionalista. Já Macron definiu-se como o escudo da Europa para os movimentos nacionalistas que atacam as abordagens globais, como as que tomaram conta da Hungria e da Polônia, entre outros países.

O armistício, que entrou em vigor às 11h do 11 de novembro de 1918, encerrou o que era então a guerra destinada a acabar com todas as guerras.

As comemorações internacionais do Dia do Amistício estão sendo conduzidas no Arco do Triunfo pelo presidente francês Emmanuel Macron e contam ainda com a presença do presidente americano Donald Trump e o da Rússia, Vladimir Putin, assim como da chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

Um almoço no Palácio de Versalhes está previsto para depois e a abertura do Fórum da Paz, um evento que vai durar três dias e que será simbolicamente aberto por Merkel.

Trump e Putin chegaram separados dos demais líderes e atrasados. Durante a passagem do presidente americano, uma mulher de seios de fora furou o cerco de segurança, na avenida Champs-Elysees, com mensagens escritas no corpo, em tinta preta, como " hipócrita, "falsa homenagem" e "faça a paz".

Segundo agências internacionais, acredita-se que ela seja um membro do Femen, um grupo ativista feminista radical que é baseado em Paris e freqüentemente realiza protestos contra o sexismo, racismo, homofobia e outras questões sociais e políticas.

A manifestação levantou questões sobre a eficácia da segurança do evento que reúne vários líderes mundiais.

Outras manifestações pelo mundo

De acordo com a CNN, como parte da cerimônia, oito estudantes franceses do ensino médio vão ler testemunhos escritos por soldados que lutaram na Frente Ocidental em 1918, um trabalhador chinês que serve na Normandia e uma jovem francesa. Músicos clássicos tocarão peças de Bach e Ravel e a cantora premiada Angélique Kidjo fará uma canção togolesa celebrando a união.

Na Primeira Guerra, milhões de soldados e civis perderam suas vidas no que ficou conhecido como a Grande Guerra, e muitos outros foram feridos.

Segundo a CNN, na Grã-Bretanha, a rainha Elizabeth II deve comparecer a uma cerimônia de entrega de grinaldas neste domingo, no Cenotaph, no centro de Londres.

A família real, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, e o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, vão participar de um serviço nacional de recordação na Abadia de Westminster.

O governo do Reino Unido convidou 10.000 membros do público para passar pelo Cenotáfio em uma "Procissão do Povo" para agradecer e prestar seus respeitos a todos que serviram na Primeira Guerra Mundial. Ele também pediu que os sinos tocassem em todo o país. em todo o mundo para replicar o toque espontâneo de sinos em toda a Grã-Bretanha em 11 de novembro de 1918, quando as notícias do fim da guerra se espalharam.

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