A presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), Tomoko Akane, afirmou nesta quarta-feira, 26, que não há justificativa para receber sanções dos Estados Unidos e está solicitando ao governo do Japão que colabore com Washington para evitar uma escalada das tensões.
Na semana passada, Akane, cidadã japonesa, foi a mais recente integrante do tribunal a ser alvo de sanções que congelam quaisquer ativos que possua em jurisdições dos Estados Unidos. As sanções também impedem que funcionários do tribunal e suas famílias entrem nos Estados Unidos e bloqueiam seu acesso a serviços financeiros básicos.
Washington acusa o tribunal de exceder seu mandato e impôs sanções a cerca de uma dúzia de funcionários da corte internacional em retaliação por investigações sobre autoridades israelenses em Gaza e militares dos EUA no Afeganistão. O TPI classificou as sanções contra integrantes da corte como um "ataque flagrante" à sua independência.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyyed Abbas Araghchi, criticou o que chamou de "terrorismo econômico" dos Estados Unidos, em carta enviada nesta quarta-feira ao secretário-geral da ONU, António Guterres. Araghchi pediu que a organização e governantes de todos os países condenem a "ação ilegal e criminosa" da administração de Donald Trump nos EUA.
*Com informações da Associated Press



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