O presidente do Peru, Pedro Castillo, foi preso nesta quarta-feira (7), após anunciar que iria dissolver o Congresso Nacional e convocar novas eleições no país. A decisão, prevista em lei para algumas situações, foi amplamente condenada pelas autoridades do país. A Suprema Corte a chamou de 'golpe de Estado'.
O anúncio do presidente ocorreu pouco antes dele passar por uma terceira tentativa de impeachment por parlamentares da oposição. Castillo, que assumiu o poder em julho de 2021, ao derrotar a candidata de extrema direita Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, foi várias vezes alvo de moções e investigações parlamentares que tentavam retirá-lo do poder, mas o político conseguia reverter as medidas durante as votações em plenário. Ele acusa o Congresso de usar de poderes para impedi-lo de governar.
O presidente peruano fez o anúncio pouco mais de 30 anos após o autogolpe do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que dissolveu o Congresso em 5 de abril de 1992. Castillo permanece detido na sede da Prefeitura de Lima. A vice-presidente do Peru, Dina Boluarte, foi convocada para assumir a presidência. Ela deve ser empossada às 15h de Lima (17h de Brasília).



