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Presidente do México hesita em plano de reduzir ano letivo em 40 dias para a Copa do Mundo

Reuters
Presidente do México hesita em plano de reduzir ano letivo em 40 dias para a Copa do Mundo
Presidente do México hesita em plano de reduzir ano letivo em 40 dias para a Copa do Mundo

CIDADE DO MÉXICO, 8 Mai (Reuters) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pareceu recuar de ideia anunciada por seu ministro da Educação de iniciar as férias escolares mais de um mês antes do previsto no meio do ano devido ao calor e à Copa do Mundo, dizendo que a proposta ainda não é definitiva, em meio à indignação de associações de pais.

"Muitos mexicanos adoram futebol, estamos ansiosos pela Copa do Mundo, então essa proposta foi feita para antecipar as férias, mas também temos que levar em conta os dias letivos das crianças", disse Sheinbaum a jornalistas em sua coletiva de imprensa diária pela manhã, acrescentando que "ainda não há um cronograma definido" para a redução no calendário escolar.

A redução do ano letivo foi anunciada em uma postagem no X na quinta-feira pelo secretário de Educação, Mario Delgado, afirmando que o Conselho Nacional de Autoridades Educacionais fez a "modificação" em resposta a uma onda de calor no país, assim como à realização da Copa do Mundo.

"Será assegurado que todas as disposições do currículo sejam cumpridas e que o progresso escolar de todos os alunos seja mantido", escreveu Delgado, sem detalhar como isso seria feito.

De acordo com o calendário proposto, o ano escolar mexicano terminaria em 5 de junho em vez de 15 de julho. As escolas iniciariam o novo ano acadêmico em 31 de agosto, um dia antes do que o adotado em 2025.

"Usar a Copa do Mundo da Fifa como argumento para encurtar o calendário escolar é inaceitável. A educação de nossos filhos não pode ser sacrificada por um evento esportivo que ocorrerá em apenas três dos 2.500 municípios do país", disse a União Nacional de Associações de Pais do México em comunicado, acrescentando que as altas temperaturas não são novidade.

Cidade do México, Monterrey e Guadalajara sediarão um total de 13 jogos da Copa do Mundo em junho e julho. O fechamento das escolas poderia aliviar o tráfego e o congestionamento nessas cidades para as centenas de milhares de turistas que devem chegar ao país.

Na semana passada, o influente sindicato dos professores do México também ameaçou entrar em greve durante o jogo de abertura da Copa do Mundo, sob o argumento de que há muito tempo exige salários melhores e mudanças na lei das aposentadorias dos professores.

De acordo com dados oficiais, cerca de 90% dos alunos no México frequentam escolas públicas, enquanto aproximadamente 10% frequentam instituições privadas, que não estão sujeitas ao novo calendário letivo anunciado pelo ministro da educação.

Atualmente, o México enfrenta uma grave onda de calor, com temperaturas em áreas do país chegando a 45°C. O calor nesta época do ano não é incomum e normalmente começa a se dissipar em junho, com a chegada da estação das chuvas.

(Reportagem de Raul Cortes, Iñigo Alexander e Diego Ore)

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