20 Jul (Reuters) - O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, recusou-se a comparecer à final da Copa do Mundo no domingo após uma série de divergências entre a entidade reguladora europeia e a Fifa sobre procedimentos disciplinares, logística da arbitragem e operações das partidas, disse à Reuters uma fonte com conhecimento direto do assunto.
Um dos principais pontos de discórdia está centrado na decisão da Fifa de suspender a aplicação de uma suspensão automática ao atacante norte-americano Folarin Balogun após um cartão vermelho.
A saga tornou-se uma das maiores controvérsias do torneio, gerando críticas da entidade europeia de futebol, para quem a Fifa havia “ultrapassado um limite”.
Outro motivo para a ausência de Ceferin foi o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que não pôde participar da Copa do Mundo após ter sua entrada nos Estados Unidos negada.
Artan foi posteriormente designado para arbitrar a Supercopa da Uefa entre o Paris Saint-Germain e o Aston Villa, em agosto.
Além disso, delegados europeus levantaram preocupações quanto à gestão geopolítica das partidas envolvendo o Irã, assim como aos ajustes operacionais introduzidos para o torneio.
Entre eles estão a implementação de pausas obrigatórias para hidratação e um intervalo mais longo entre os dois tempos na final, inovações da Fifa para este torneio.
A Espanha foi coroada campeã mundial no domingo após uma vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na prorrogação.
(Reportagem de Julien Pretot e Tommy Lund, em Gdansk; e Karan Prashant Saxena, em Bangalore; )



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