afp.com / Anatolii Boiko
Kiev (AFP) - Confrontos foram registrados neste domingo ao fim de um protesto em Kiev que reuniu cerca de 200 mil opositores pró-europeus e desafiou as autoridades, após a adoção de novas leis que reforçam as punições contra os manifestantes.
Depois de um dia que terminou com vários veículos incendiados e mais de 100 feridos, o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, prometeu criar uma comissão multipartidária para pôr fim à crise política que afeta o país, anunciou o líder opositor Vitali Klitschko, após uma reunião com Yanukovich.
"O presidente se comprometeu a criar na segunda de manhã uma comissão com representantes da administração presidencial, do gabinete e da oposição para buscar uma solução para a crise", disse Klitschko, após mais um dia de violentos confrontos entre manifestantes e policiais.
Quando a mobilização na Praça da Independência, também chamada de Maïdan, chegava ao fim, alguns manifestantes tentaram romper um cordão de segurança para chegar ao Parlamento e entraram em furgões da polícia que bloqueavam o acesso.
Eles incendiaram duas viaturas e cinco ônibus, enquanto jogavam pedras nos policiais. As forças de segurança responderam com golpes de cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo, além de jatos d'água.



