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Presidente da Fifa defende gestão de vistos e preços dos ingressos da Copa do Mundo

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Presidente da Fifa defende gestão de vistos e preços dos ingressos da Copa do Mundo
Presidente da Fifa defende gestão de vistos e preços dos ingressos da Copa do Mundo

Por Janina Nuno Rios e Angelica Medina

CIDADE DO MÉXICO, 10 de junho (Reuters) - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a maneira como a entidade reguladora do futebol lidou com as questões relacionadas a vistos de entrada nos países-sede, afirmando nesta quarta-feira, véspera da abertura da Copa do Mundo, que a sua organização está trabalhando para encontrar soluções, mas não pode se sobrepor às decisões governamentais.

Falando um dia antes da partida de abertura do torneio entre o co-anfitrião México e a África do Sul, Infantino abordou as preocupações em torno do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de entrar nos EUA apesar de ter um visto válido.

“É lamentável o que aconteceu com o árbitro da Somália”, disse Infantino, em uma entrevista coletiva.

“Não somos os reis do mundo que podem mandar em governos e forças policiais. Somos uma organização esportiva.”

O caso chamou a atenção para os desafios de imigração do torneio, que será realizado entre 11 de junho e 19 de julho, após autoridades norte-americanas afirmarem que Artan teve sua entrada negada devido a ligações com “suspeitos de pertencerem a organizações terroristas”.

Infantino disse que a Fifa continua trabalhando nos bastidores para resolver questões pendentes, mas ressaltou que as decisões de imigração cabem, em última instância, às autoridades nacionais.

“Sempre tentamos encontrar soluções”, disse. “Às vezes, começar imediatamente a gritar e berrar tem o efeito oposto de encontrar uma solução.”

Questionado se as controvérsias relacionadas aos vistos o fizeram se arrepender de ter escolhido os EUA como um dos países-sede, Infantino disse que não.

“Existem problemas; é normal para um evento dessa magnitude”, disse. “Alguns vêm dos Estados Unidos, outros do Canadá, outros do México. Lidamos com todos eles.”

O presidente da Fifa também apontou a participação do Irã no torneio como prova dos esforços da sua organização para lidar com circunstâncias políticas complexas.

“As pessoas diziam que o Irã não poderia vir à Copa do Mundo”, disse Infantino. “Eu prometi a elas que eles viriam.”

Ele disse que garantir a participação do Irã, apesar das tensões geopolíticas, demonstrou a capacidade do futebol de unir as pessoas.

O dirigente suíço-italiano voltou várias vezes à mensagem de união, dizendo que a Copa do Mundo pode proporcionar uma distração bem-vinda em um momento de conflito global e incerteza.

“Quando o Irã jogar, o estádio estará lotado e espero que haja um clima positivo, porque isso é futebol”, disse. “Queremos unir o mundo.”

Infantino também defendeu os preços dos ingressos após críticas de alguns torcedores que argumentaram que o custo para assistir aos jogos havia se tornado proibitivo.

A Fifa vendeu mais de seis milhões de ingressos para o torneio, que agora conta com 48 seleções, e a demanda superou as expectativas em “um fator de 10 ou mais”, disse.

“O preço inicial de 60 dólares é o menor preço de entrada de qualquer esporte norte-americano em fases eliminatórias”, disse Infantino.

“Se fosse vendido por um preço mais baixo, teria ido para o mercado secundário a preços muito mais altos. Cada dólar arrecadado é revertido para o desenvolvimento do futebol.”

A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira no Estádio Azteca, na Cidade do México, que se tornará o primeiro estádio a sediar partidas em três Copas do Mundo masculinas. Infantino prevê um dos torneios mais competitivos da história do evento.

O presidente da Fifa disse que fatores como altitude, clima, deslocamento e o formato ampliado adicionariam ainda mais imprevisibilidade, antes de concluir: “Que comece a festa.”

(Reportagem de Janina Nuno Rios na Cidade do México)

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