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Políticos brasileiros comentam a morte de Fidel Castro

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RIO, SÃO PAULO e BRASÍLIA - Políticos brasileiros das mais variadas correntes ideológicas comentaram na manhã deste sábado a morte do líder cubano Fidel Castro, aos 90 anos, que aconteceu na noite da última sexta-feira.

Em nota, o presidente:

"Fidel Castro foi um líder de convicções. Marcou a segunda metade do século XX com a defesa firme das ideias em que acreditava"

O ex-presidente Lula, no Facebook, relembrou encontros com o cubano:

"Eu o conheci pessoalmente em julho de 1980, em Manágua, durante as comemorações do primeiro aniversário da revolução sandinista. Mantivemos, desde então, um relacionamento afetuoso e intenso, baseado na busca de caminhos para a emancipação de nossos povos. Sinto sua morte como a perda de um irmão mais velho, de um companheiro insubstituível, do qual jamais me esquecerei".

, dizendo que ela é "motivo de dor e luto".

"Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos e um visionário que acreditou na construção de uma sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte. Um homem que soube unir ação e pensamento, mobilizando forças populares contra a exploração de seu povo. Foi também um ícone para milhões de jovens em todo o mundo", disse ela, em nota que terminou com "Hasta siempre, Fidel!"

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota de pesar pela morte de Fidel em que defendeu o respeito e a importância de posições políticas diferentes para o enriquecimento da História. Na nota, diz que Fidel “a despeito de suas convicções e ideologias políticas”, marcou a História mundial. “Em momentos como este, devemos nos lembrar que posições políticas diferentes, desde que respeitados valores democráticos, contribuem para enriquecer nossa História.”

Também em nota, o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, e a Secretária de Relações Internacionais do partido, Monica Valente, lembraram que “Fidel foi também um amigo do Brasil e do PT”. “Junto com Lula, foi idealizador do Foro de São Paulo. Nós nos solidarizamos, neste momento de perda e tristeza, com seus familiares, companheiros de partido e, sobretudo, com o povo cubano”. Segundo os petistas, “a Revolução Cubana que conduziu junto com outros dirigentes de seu país foi uma realização do direito à autodeterminação dos povos, da busca da igualdade e justiça social e de defesa intransigente de seu país diante de ingerências externas, além de inspiração para a luta de muitos outros revolucionários da América Latina”.

Os representantes do PT disseram que receberam a notícia com pesar e que “Fidel foi um dos grandes personagens políticos da América Latina e do mundo do nosso tempo”.

O ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-presidente nacional do PT, Tarso Genro, .

"Fidel, ao lado de De Gaulle e Mandela, está no patamar dos grandes estadistas dos últimos 100 anos", escreveu ele, Charles Gaulle (1890 - 1970), que liderou as Forças Francesas Livres durante a Segunda Guerra Mundial e o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela (1918 - 2013), vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1993.

Na contramão das mensagens de pesar, o deputado federal do Partido Social Cristão (PSC) Jair Bolsonaro fez um vídeo no Facebook: "Fidel Castro morreu... O exterminador de liberdades e promotor da miséria se foi. O mundo democrático deseja-lhe estadia eterna nas profundezas do inferno".

O vice-governador do Rio, Francisco Dornelles, divulgou nota de pesar:

"Fidel Castro passa para a História pela sua grande capacidade de liderança, coragem nos processos de tomada de decisão, coerência em suas ideias e seus princípios".

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