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Político é retirado do Parlamento de Israel por denunciar mortes em Gaza

Por Folha de São Paulo

22/05/2025 11h30 — em
Mundo



SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um político da oposição israelense afirmou ter sido retirado à força do Parlamento após "falar a verdade" sobre o que acontece na Faixa de Gaza e criticar o governo.

Ayman Odeh falava no púlpito quando foi retirado pela segurança do local. "Eles me arrastaram para fora do pódio do Parlamento, não por quebrar uma regra, mas por falar a verdade", disse, em publicação no X em que narra a situação, que aconteceu na quarta-feira.

Político denunciava o que chamou de "guerra de vingança e matança" e criticou o governo de Benjamin Netanyahu. "Não há nenhuma conquista política, então elas são desenfreadas", afirmou.

"Setenta e sete anos após a Nakba [limpeza étnica de árabes da Palestina], o mundo está testemunhando uma segunda Nakba acontecendo em Gaza. Você pode tentar me silenciar, mas não pode silenciar o povo palestino, nem silenciar o clamor do mundo", disse Ayman Odeh.

Durante o discurso, colegas gritavam contra o que era dito por Ayman. A segurança da casa legislativa foi chamada e retirou o parlamentar do púlpito.

GAZA RELATA MORTES POR FOME E BOMBARDEIOS

A Defesa Civil do território registrou 52 mortes nesta quinta-feira em bombardeios, além de 29 crianças e idosos vítimas de ocorrências relacionadas à fome. Comunicado emitido nesta quinta-feira (22) pelo ministro da Saúde palestino, Majed Abu Ramadan, alertou, ainda, que outras milhares estão em risco.

Apesar de Israel ter liberado os primeiros caminhões, a ajuda humanitária ainda não chegou aos moradores da região. A previsão é de que isso comece a acontecer nesta quinta-feira (22), após um bloqueio de 11 semanas estabelecido pelo governo israelense, que alegou que o Hamas estaria confiscando suprimentos para dar a combatentes. O grupo nega as acusações.

nesta quinta-feira (22), 14 bairros foram evacuados no norte da Faixa de Gaza, após alerta de Israel. O país intensificou a ofensiva no local, onde afirmam que operam "organizações terroristas".


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