ESTOCOLMO — A polícia sueca divulgou nesta sexta-feira imagens de câmeras de segurança que mostram um homem suspeito de ligação com o ataque em Estocolmo. Um motorista avançou contra uma multidão, deixando ao menos três mortos e vários feridos. O incidente está sendo tratado como ato terrorista pelas autoridades.
O ataque ocorreu pouco antes das 13h GMT (10h de Brasília) perto de uma loja de departamentos no cruzamento entre uma das ruas de pedestres mais movimentadas da capital, Drottningsgatan. Uma nuvem de fumaça cobria o céu no local do incidente, isolado pela polícia.
Embora o premier sueco, Stefan Lövfen, tenha dito inicialmente que uma pessoa havia sido presa, autoridades de segurança desmentiram a informação mais tarde.
— Não temos nenhum contato — com o motorista deste caminhão, declarou um responsável pela investigação, antes de divulgar a imagem de um homem relativamente jovem, que vestia um casaco com capuz, filmado perto do local do atentado, no centro da capital sueca.
O primeiro-ministro, que no momento do atentado viajava à segunda maior cidade do país, Gotemburgo, retornou à capital.
— A Suécia foi atacada. Tudo aponta para um ataque terrorista — disse o premier.
Veículos da polícia circulavam em Estocolmo usando alto-falantes e pedindo às pessoas para ir direto para suas casas e evitar grandes aglomerações. Helicópteros eram ouvidos pairando no céu sobre o centro da cidade, e um grande número de carros da polícia e ambulâncias foram enviados ao local.
O autor do atentado havia roubado o caminhão aproveitando "uma entrega em um restaurante", declarou uma porta-voz da transportadora Spendrups, Rose-Marie Hertzman.
'ATAQUE CONTRA TODA UE'
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que o ataque contra a Suécia era um ataque contra toda a União Europeia.
"Uma das cidades europeias mais vibrantes e coloridas parece ter sido atingida por aqueles que buscam prejudicar nossa própria forma de vida", indicou em um comunicado o presidente do executivo comunitário, cujos "pensamentos estão com o povo da Suécia".
O incidente lembra os ataques de Londres, Berlim e Nice, no sul da França, cujos autores lançaram seus veículos contra multidões.
O incidente aconteceu dois meses depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi amplamente ridicularizado por se referir a um atentado terrorista inexistente na Suécia. Embora o país seja conhecido pelo baixo índice de violência, as afirmações de Trump abriram um debate sobre as consequências das políticas de portas abertas para refugiados em 2015, que levou 163 mil pessoas a pedirem asilo.

