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Petroleiros venezuelanos rompem bloqueio dos EUA após captura de Maduro

Petroleiros venezuelanos rompem bloqueio dos EUA após captura de Maduro
Petroleiros venezuelanos rompem bloqueio dos EUA após captura de Maduro

Após a ofensiva dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao menos 16 navios petroleiros romperam o bloqueio marítimo imposto pelos norte-americanos e deixaram águas venezuelanas, segundo o jornal The New York Times. O movimento coordenado teria começado no sábado (3), horas após a operação militar que prendeu Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas.

De acordo com a reportagem, os petroleiros, que estavam sob sanções dos EUA, tentaram escapar do cerco naval adotando estratégias para dificultar o rastreamento. Parte das embarcações desligou os sistemas de transmissão de localização, prática incomum na navegação comercial, enquanto outras passaram a operar com bandeiras e nomes falsos.

O site de monitoramento marítimo TankerTrackers confirmou que ao menos 12 navios carregados de petróleo deixaram a Venezuela em “modo escuro”, sem emitir sinais de geolocalização. Imagens de satélite analisadas pelo New York Times identificaram quatro dessas embarcações a cerca de 50 quilômetros da costa venezuelana, navegando com dados incorretos de identificação.

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal, a saída simultânea dos navios teria como objetivo sobrecarregar a capacidade de resposta das forças norte-americanas. Um dos cofundadores do TankerTrackers afirmou que a manobra seria a forma mais eficaz de tentar romper o bloqueio naval imposto ao petróleo venezuelano, que segue em vigor mesmo após a prisão de Maduro.

No domingo (4), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reafirmou que o país manterá a chamada “quarentena do petróleo” contra a Venezuela. Ele afirmou que a medida será usada como instrumento de pressão para promover mudanças políticas e combater o tráfico de drogas, principal acusação feita pelo governo americano contra o ex-presidente venezuelano, que aguarda audiência em Nova York.

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