Início Mundo Pentágono: Ataque dos EUA matou 105 civis em Mossul
Mundo

Pentágono: Ataque dos EUA matou 105 civis em Mossul

Envie
Envie

WASHINGTON — Pelo menos 105 civis morreram num ataque dos Estados Unidos à cidade iraquiana de Mossul, que é o último grande reduto do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), segundo o Pentágono. As investigações sobre o bombardeio de 17 de março atribuem, no entanto, a maior parte da culpa aos jihadistas: autoridades dizem que os membros do EI haviam colocado grande quantidade de explosivos no edifício atacado. No total, morreram 101 civis que estavam dentro da construção e outros quatro que estavam nas proximidades. Outras 36 pessoas que estavam na estrutura seguem desaparecidas.

O bombardeio à construção de Mossul provocou a explosão dos artefatos do EI, de acordo com o brigadeiro Matt Isler, da Força Aérea dos EUA:

— A explosão provocou um rápido colapso da estrutura, o que matou dois atiradores de elite do grupo terrorista, 101 civis que estavam nos andares mais baixos e quatro civis que estavam nas proximidade.

De acordo com Isler, as Forças de Elite Contra o Terrorismo (CTS) estavam se movendo até as proximidades de al-Jadida, na parte oeste de Mossul, quando foram atacadas por atiradores de elite do EI. Os jihadistas estariam escondidos num prédio de uma área residencial. A CTS e a forças de coalizão não sabiam quantos civis se encontravam na construção, por isso decidiram realizar o ataque.

A bomba, uma GBU-38, foi programada para causar o mínimo possível de danos ao edifício, segundo o Pentágono, mas acabou provocando a explosão do material que os terroristas haviam colocado lá. Um comunicado do Comando Central Americano informou que análises mostravam a existência de resíduos que são comuns em explosivos usados pelo EI na área.

— Nossas condolências vão para todos os que foram afetados pelo ataque. A coalizão toma todas as medidas que estão ao seu alcance para proteger a vida dos civis, e a melhor maneira de fazer isso é derrotar o Estado Islâmico — disse o major Joe Martin.

Siga-nos no

Google News