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Para conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, evidências de interferência russa são ‘irrefutáveis’

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MUNIQUE, Alemanha — O Conselheiro de Segurança Nacional da presidência dos EUA, Herbert Raymond McMaster, afirmou que existem evidências “irrefutáveis” de uma trama russa para interferência na eleição americana de 2016, que elegeu Donald Trump. Em declaração foi dada neste sábado, durante a Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, um dia após o procurador especial Robert Mueller .

— Como você pode ver com a acusação do FBI, as evidências agora são realmente irrefutáveis e disponíveis no domínio público — afirmou McMaster ao Ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, delegado russo na conferência.

A acusação redigida por Mueller apresenta as mais convincentes evidências de que a operação russa foi elaborada, cara e real. Citando e-mails e conversas entre os envolvidos, o documento também demonstra que os investigadores possam ter tido acesso ao material de inteligência reunido na operação russa. Segundo McMaster, a equipe do procurador especial demonstrou que os EUA estão “cada vez mais peritos no rastreamento das origens dessa espionagem e subversão”.

Pelo Twitter, Trump criticou a declaração do conselheiro, dizendo que “McMaster se esqueceu de dizer que os resultados da eleição de 2016 não foram impactadas ou alteradas pelos russos” e que a ingerência aconteceu entre a Rússia e a candidata democrata Hillary Clinton, o Comitê Nacional do Partido Democrata e os Democratas.

Minutos antes da polêmica declaração de McMaster, Lavrov afirmou que a acusação de empresas e cidadãos russos são “apenas blá-blá-blá”.

— Até nós vermos os fatos, todo o resto é apenas blá-blá-blá. Me desculpe por essa expressão não muito diplomática — disse, ao ser questionado sobre o indiciamento. — Eu não tenho respostas. Vocês podem publicar qualquer coisa, e nós vemos os indiciamentos se multiplicando, as declarações se multiplicando.

Na Rússia, a acusação foi tratada com ainda mais desprezo.

— Não há reivindicações oficiais, não há provas. Por isso existem apenas declarações infantis — disse Andrei Kutskikh, enviado da presidência para segunrança da informação, à agência de notícias estatal RIA Novosti.

McMaster, por sua vez, zombou da sugestão de trabalho em conjunto entre os EUA e a Rússia em questões de segurança cibernética:

— Estou surpreso de que haja algum especialista em segurança cibernética disponível, com base em quão ativos a maioria deles estão para minar nossas democracias no Ocidente — disse o conselheiro. — Então, eu apenas digo que amaríamos ter um diálogo cibernético quando a Rússia for sincera.

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