A campanha de financiamento diz usar uma base de comparação justa. O pedido é que países ricos doem US$ 16 bilhões para preencher a lacuna no orçamento do ACT até setembro deste ano. Os outros US$ 6,8 bilhões seriam mobilizados dentro dos próprios países de rendas menores para ações consideradas "vitais" pela OMS.
Para o orçamento entre 2020 e 2021, Canadá, Alemanha, Kuwait, Noruega, Arábia Saudita e Suécia atingiram ou alcançaram suas parcelas consideradas justas pelo órgão internacional.
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus diz, em nota, que o rápido avanço da cepa Ômicron do coronavírus faz com que seja ainda mais urgente garantir que ferramentas para combate à covid-19 sejam distribuídas de forma igualitária pelo mundo. "A ciência nos deu as ferramentas para combater o COVID-19; se eles forem compartilhados globalmente em solidariedade, podemos acabar com o COVID-19 como uma emergência de saúde global este ano", afirma.
Mais de 4,7 bilhões de testes de covid-19 já foram feitos no mundo desde o início da pandemia. No entanto, apenas cerca de 22 milhões foram administrados em países de baixa renda - equivalente a 0,4% do total. Ainda segundo dados da OMS, apenas 10% da população desse grupo de países receberam ao menos uma dose da vacina contra a doença.



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