WASHINGTON - Uma propaganda com música tensa e uma mensagem que narra ameaças aos EUA está cada vez mais comum nas TVs americanas, principalmente nos canais de notícia. A peça pede o impeachment do presidente Donald Trump, afirmando que ele obstrui a Justiça e é “mentalmente instável” para controlar as armas nucleares. Apresentada e patrocinada pelo bilionário progressista Tom Steyer, a campanha “Need to Impeach” pede que as pessoas assinem um abaixo-assinado contra o presidente e já gera polêmica.
De acordo com o último levantamento, 1,7 milhão de pessoas já assinaram a carta, que pede ao Congresso iniciar um processo contra o presidente que, de acordo com Steyer, viola a Constituição ao receber recursos de governos estrangeiros em sua cadeia de hotéis. A propaganda, porém, é alvo de retaliação — a rede de notícias Fox News, a mais conservadora dos EUA, retirou-a do ar.
A decisão talvez tenha atraído ainda mais atenção para Steyer, que escreveu na segunda-feira: “Fox News tenta silenciar os 1,7 milhão que já assinaram nossa petição de impeachment.”
Em 27 de outubro, Trump também criticou o anúncio, escrevendo no Twitter que Steyer era “maluco e totalmente transtornado”. E esta não é a única iniciativa: há um mês, um anúncio de página inteira na edição de domingo do “Washington Post”, paga por Larry Flynt, o bilionário dono da revista pornô “Hustler”, ofereceu US$ 10 milhões (R$ 32,8 milhões) a quem fornecesse informações que pudessem embasar processo para destituir Trump. A guerra contra o presidente, pelo visto, está pública na mídia americana.

