O diretor de engenharia do Departamento de Jogos do jornal The New York Times , Jonathan McKinsey, de 40 anos, foi morto a tiros em um parque em Dublin, cidade a cerca de 56 quilômetros de São Francisco, na Califórnia, na tarde do último sábado, 26. Os sogros dele, ambos de 76 anos, são os principais suspeitos do crime e foram presos.
McKinsey era formado em Ciência da Computação pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia e tinha mestrado na mesma área pela Universidade da Califórnia em Berkeley.
Em seu perfil no LinkedIn, ele afirmava ter trabalhado em pelo menos sete empresas. Seu primeiro emprego em tempo integral foi como engenheiro de software de sistemas na Hewlett Packard Enterprise, em 2010.
Depois, McKinsey também passou pela Oracle, Coursera, UKG e Splunk, antes de entrar no Times em 2023, como gerente sênior de engenharia do Departamento de Jogos. Ele assumiu a direção da área no fim do ano passado.
McKinsey era casado com Candice Jang e tinha três filhos. O casal estava junto há mais de uma década, mas iniciou o processo de divórcio em dezembro do ano passado, em meio a disputas judiciais.
Em 2023, Candice denunciou o marido à polícia, afirmando que ele teria empurrado um dos filhos e usado de violência física para disciplinar as crianças.
Em outubro do ano passado, ela conseguiu uma medida protetiva, após McKinsey ser preso. No dia da prisão, Candice disse a um policial que o marido havia batido no filho de seis anos "no rosto com a mão aberta".
Quando os agentes foram até a casa para falar com o homem, encontraram o filho de dois anos do casal sozinho em um quarto no andar de cima. Segundo as autoridades, McKinsey havia deixado a criança sozinha por mais de uma hora enquanto fazia compras.
Ele foi acusado por promotores do condado de Alameda por crueldade e lesão corporal contra uma criança e foi libertado da prisão sob a condição de concluir 12 aulas de parentalidade.
Em dezembro do ano passado, McKinsey apresentou um pedido de medida protetiva contra a mulher, citando anos de violência doméstica. Ele afirmou que foi incriminado por Candice no caso em que o filho foi encontrado sozinho em casa. Segundo o executivo, a mulher era responsável por cuidar das crianças nos dias de semana e não o havia informado, antes de sair, que a criança estava dormindo no berço.
McKinsey, que era um homem trans, acusou Candice e os sogros de abusarem dele por causa de sua identidade. Ele afirmou que a sogra, Shili Chen, chamou a ele e um de seus filhos de "pervertido" e "monstro" depois que o menino experimentou vestidos. Também acusou o sogro, Shouyong Zhang, de tê-lo socado no peito enquanto se recuperava de uma cirurgia de mastectomia dupla, em 2010.
Ainda em dezembro do ano passado, McKinsey deu início ao processo de divórcio. O casal vivia uma disputa pela guarda dos filhos, que desde o ano passado estava integralmente com Candice. Eles tinham uma audiência marcada para esta semana.
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