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Novos confrontos entre Israel e Hizbullah eclodem na fronteira do Líbano

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Exército israelense fez ataques aéreos nesta quarta-feira (26) contra posições do Hizbullah no Líbano, ao longo da fronteira com Israel, em meio a uma escalada na tensão entre os países. Segundo o Exército de Israel, a ação foi uma resposta a disparos feitos em direção a militares do país que atuam na fronteira. "Os soldados responderam com a ajuda de sinalizadores e tiros. Depois, durante a noite, helicópteros de combate e aviões bombardearam posições do Hizbullah", anunciou o Exército israelense em um comunicado, que não cita vítimas. O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse considerar que os tiros contra seus soldados foram um ato de extrema gravidade e prometeu uma resposta enérgica caso a situação se repita. "Aconselho o Hizbullah a não testar a força de Israel e a não colocar o Líbano novamente em perigo, devido às suas agressões", advertiu Netanyahu, que está de férias em Safed, cidade a 40 km da fronteira. O ataque libanês teria ocorrido perto do kibutz de Manara, ao longo da "linha azul", fronteira de fato entre os dois países, que estão tecnicamente em guerra. Essa área é patrulhada por forças de paz da ONU. A retaliação israelense teria durado em torno de duas horas. A agência nacional libanesa disse que Israel lançou sinalizadores e disparou tiros. Projéteis caíram perto de casas na localidade libanesa de Hula, mas alguns não explodiram. Na manhã de quarta-feira, a situação no kibutz de Manara era tranquila. Na véspera, o Exército havia solicitado à população que se preparasse para seguir até um local seguro, em caso de escalada na crise. O novo incidente aconteceu depois que o Hizbullah anunciou, no fim de semana, ter derrubado um drone israelense que cruzou a fronteira com o Líbano. O governo israelense se limitou a informar que o aparelho "caiu em território libanês". O Hizbullah é uma milícia xiita criada em 1985 como um movimento de resistência a Israel, que naquela época ocupava o sul do Líbano. É considerado um grupo terrorista pelos EUA. O Líbano vive uma crise política e econômica, agravada pela explosão de um armazém no porto de Beirute, no começo de agosto. Quase 10.500 militares da Missão da ONU no Líbano (Finul) patrulham a fronteira entre os países para evitar um novo conflito como o de 2006, quando houve uma guerra que durou um mês. O mandato que autoriza a missão, dado pelo Conselho de Segurança, está perto da data de renovação. Israel pediu, na semana passada, por mudanças na Finul, a qual acusa de parcialidade e ineficácia porque, no seu entender, não tem acesso a todas as zonas do sul do Líbano. Israel acusa o Irã e seu aliado Hizbullah de tentar transformar foguetes em mísseis de precisão no Líbano, capazes de desativar o escudo antimísseis israelense, chamado de Domo de Ferro. O objetivo, segundo o governo israelense, seria provocar danos significativos a instalações do país. Israel anunciou em julho que impediu uma tentativa de invasão de combatentes do Hizbullah em seu território. O movimento xiita libanês negou qualquer envolvimento no incidente.

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