SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Apoiador de Trump, um canadense morador de New Hampshire, no nordeste dos EUA, foi impedido de voltar para a casa após uma viagem de férias com a família à sua terra natal, mesmo tendo um green card.
Chris Landry foi barrado na fronteira do Canadá com a cidade de Houlton, no estado do Maine (EUA). Ele contou em entrevista à emissora NBC News que vive legalmente nos EUA desde 1981, quando tinha três anos.
No carro com três de seus cinco filhos, o homem foi questionado por policiais da fronteira sobre condenações antigas, em New Hampshire. "Eles negaram minha reentrada e disseram: 'Não volte ou vamos detê-lo'", disse à TV de New Brunswick, no leste canadense.
Em 2004, Landry foi condenado por posse de maconha e, três anos depois, por dirigir com a carteira de habilitação suspensa. Conforme a emissora mostrou, na época, ele foi sentenciado ao pagamento de multa e não teve novos registros criminais.
Canadense disse ao canal de TV que a única forma de voltar para os EUA é comparecendo a uma audiência com um juiz de imigração. "Meu futuro agora é incerto, e eu temo ter que passar o resto da vida no Canadá", falou.
Todos os filhos de Landry são norte-americanos. Os três que estavam com ele no carro devem retornar aos EUA nos próximos dias, disse.
CANADENSE NÃO PÔDE VOTAR, MAS ERA APOIADOR DE TRUMP
Landry disse na entrevista que era "totalmente a favor do 'Make America Great Again'". "Acreditava em um país forte e unido, e num futuro brilhante para os meus cinco filhos norte-americanos, mas agora eu penso diferente", completou.
Governo dos EUA defendeu que green cards podem ser revogados. O Cartão de Residente Permanente, é um documento emitido pelo governo dos EUA que permite a um estrangeiro viver e trabalhar permanentemente no país. Mas recentemente, o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras do país disse, em nota, que "possuir um green card é um privilégio, não um direito, e, segundo as leis do nosso país, o governo tem autoridade para revogar o green card se as leis forem violadas".
Órgão ressaltou que residentes legais com antecedentes criminais podem ser barrados. Conforme o departamento de imigração, imigrantes permanentes nessas situações podem ter entrada no país vetada ou serem convocados a apresentar documentação adicional.


