O resultado do plebiscito divulgado pelo autônomo Serviço Eleitoral do Chile (Servel) - que até a publicação desta matéria havia contabilizado 48% dos votos - é crucial para o presidente Gabriel Boric, que tem sido um dos principais defensores da nova constituição.
O plebiscito é o fim de um processo de três anos que começou em 2019, quando no Chile - até então considerado um exemplo de estabilidade na região - eclodiram protestos estudantis de rua exigindo mais igualdade e direitos sociais. Um ano depois, 78% do eleitorado decidiu que queria uma nova constituição para substituir a imposta pela ditadura militar de 1973 a 1990.
A nova Carta Magna enfatiza as questões sociais e a igualdade de gênero, consagra os direitos dos 11 povos originários do Chile, prioriza a proteção do meio ambiente e introduz os direitos à moradia, saúde e educação gratuita.
A apuração final será entregue pelo Tribunal de Habilitação Eleitoral, que tem 30 dias para fazer a sua própria recontagem e que tradicionalmente não difere muito da feita pelo Servel. Fonte: Associated Press.


