Pesquisadores da NASA anunciaram uma descoberta significativa em Marte em um estudo publicado na revista científica Nature nesta quarta-feira (12). Eles encontraram evidências de moléculas orgânicas nas formações rochosas Máaz e Séítah, localizadas na cratera Jezero, o que indica que o ciclo geoquímico de formação do planeta é mais complexo do que se imaginava anteriormente.
Há bilhões de anos, a cratera de Jezero era um lago, e várias teorias estão sendo consideradas para explicar a presença dessas moléculas na região, como interações entre água e rocha, redução eletroquímica do dióxido de carbono (CO2) ou deposição de fontes externas na superfície, como poeira interplanetária e meteoritos.
A análise dessas descobertas foi conduzida com o auxílio do instrumento SHERLOC, que possibilita o mapeamento e análise detalhada de minerais e moléculas orgânicas. No total, 10 amostras foram examinadas pelo SHERLOC, e moléculas orgânicas foram encontradas em todas elas.
Além disso, a pesquisa revela que essa diversidade de moléculas encontradas no solo marciano é surpreendentemente resistente, mesmo diante das condições adversas da superfície do planeta.
Os pesquisadores acreditam que essas moléculas são amplamente encontradas em minerais associados a processos aquosos, o que sugere que esses processos desempenham um papel fundamental na síntese, transporte e até mesmo na preservação de material orgânico.
É importante destacar que o principal objetivo dessa missão é compreender a formação de Marte e explorar a possibilidade de o planeta ter abrigado vida em algum momento.



