CHICAGO — Sahar Algonaimi, síria que mora na Arábia Saudita há mais de 30 anos, foi uma das pessoas que teve sua entrada aos EUA barrada com a nova ordem executiva do presidente americano Donald Trump, que impede a entrada de cidadãos de sete países majoritariamente islâmicos. Ela, que tentava entrar no país para visitar sua mãe doente e prestes a sair de uma cirurgia delicada, não passou na imigração do aeroporto O’Hare, de Chicago.
— Não consigo nem descrever a sensação, o desrespeito com a Humanidade, eu vim aqui visitar minha mãe doente — disse Sahar, que pretendia ficar uma semana nos Estados Unidos e carregava consigo uma declaração médica dizendo a importância da visita para sua mãe. — Não existe uma boa razão para que eu não entre. É um sentimento de puro desespero.
A irmã de Sahar, Nour Ulayyet, que vive no estado de Indiana, soube da proibição através de suas filhas, que foram buscar a tia no desembarque.
— Elas disseram ‘Sim, ela está aqui e não vai poder entrar’ — contou.
Apesar de seus pedidos e argumentos, Sahar, uma professora de ensino primário, teve de voltar a Riad, na Arábia Saudita.
— Eu comecei a chorar, e disse ‘Como é possível que eu tenha chegado até aqui e agora não posso sequer ver a minha mãe?’ — lamentou a síria.

