CARACAS— Lilian Tintori, mulher do opositor venezuelano Leopoldo López, denunciou neste sábado que o governo de Maduro impediu sua saída da Venezuela nesta manhã. Tintori ia viajar para se encontrar com os chefes de estado Emmanuel Macron, Angela Merkel, Mariano Rajoy e Theresa May.
“Acabam de proibir minha saída do país. O que a ditadura quer é impedir que façamos uma turnê internacional muito importante”, escreveu a ativista no Twitter.
Segundo Tintori, os agentes de migração retiveram seu passaporte por ordem da fiscalização. Para ela, ao proibir sua saída do país, o governo tenta impedir que ela fale da crise humanitária que a Venezuela aparece. Tintori compartilhou uma foto no aeroporto de Maiquetía, na qual aparece junto aos embaixadores da Espanha, Alemanha e Itália na Venezuela.
A ativista também publicou a foto do documento entregue a ela pelos agentes de migração. No papel as autoridades afirmam que o passaporte está retido por ordem do Ministério Público. Pouco antes do caso, Julio Borges, presidente do Parlamento de maioria opositora afirmou no Twitter que também participaria da reunião com os chefes de estado, mas não informou se já havia saído da Venezuela.
Na sexta, Tintori denunciou que foi citada para comparecer em uma audiência depois que a polícia confiscou US$61 mil em dinheiro em um carro de sua propriedade. A audiência está marcada para próxima terça-feira e, segundo AFP, o documento judicial não traz informações sobre o delito no qual Tintori teria sido enquadrada.
Leopoldo López é o mais emblemático entre os opositores detidos. O político foi posto em prisão domiciliar no dia 8 de julho, depos de passar três anos e cinco meses na prisão militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas. O dirigente cumpre uma condenação de quase 14 anos de prisão, acusado de instigar a violência em protestos contra maduro em 2014, quando 43 pessoas morreram.

