A morte do sargento Lucas e o silêncio de Joabson e Jordana

Por Portal do Holanda

16/12/2021 9h56 — em Mundo

A Polícia do Amazonas foi rápida ao prender o principal suspeito de encomendar o assassinato do sargento Lucas Ramon da Silva Guimarães, em 1 de setembro,  em uma cafeteria no centro de Manaus. O que não conseguiu foi a confissão do acusado. Apesar de  vídeo com um  pistoleiro entrando na lanchonete e atirando, sua identidade ainda é desconhecida.

A Polícia também não conseguiu colocar Jordana, a mulher de Joabson Agostinho Gomes, dono da rede de supermercados Vitória - que teria um caso com a vítima, como participante direta do esquema para matar o sargento. Afinal, eram amantes ou se amavam…

Jordana e Joabson continuam presos. O desfecho desse caso vai depender de uma confissão ou da prisão do pistoleiro.

A Polícia também não sabe como os mandados de prisão contra os acusados vazaram um dia antes de sua execução. Ambos sabiam que policiais bateriam à sua porta e tiveram tempo de, supostamente, esconder ou apagar provas. Tudo isso é delicado. É uma luta interna na qual a boa policia luta para vencer o lado  ruim da instituição, que joga com o crime.

O assassinato, que abalou Manaus, não é o primeiro este ano. Outros 500  estão sem solução e a maioria deles vai para o arquivo. Esse número, somado ao de outros anos, chega a milhares.

São crimes envolvendo gente pobre, moradores de rua e de favelas, distantes da sociedade que encanta, corrompe, prostitui e mata. Ocuparam um breve espaço na mídia e logo foram esquecidos.

Essa falta de memória é criminosa, porque dela se valem mandantes,  pistoleiros e a própria policia, que é menos cobrada.

Manaus cresceu muito, o investimento em capital humano ainda é pequeno na área de segurança, de informação, de pesquisa cientifica e criminal. Evidências são apagadas ou ignoradas, menos por má fé, mas muito mais, por falta de informação ou formação policial ruim.

 

 

 

Texto dos Bastidores da Política*


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26/01/2022

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