Yosef foi hospitalizado em condições críticas após sofre falência dos rins e outros problemas de saúde. O rabino era reconhecido como a autoridade sefardita do século. Sua proeminência ajudou a expandir a confiança em sua comunidade, que representa metade da população de Israel, mas que empobreceu e enfrentou discriminações de judeus ashkenazi (ou europeus) que dominavam o governo de Israel e as instituições religiosas.
Durante três décadas, Yosef deu a palavra final sobre as decisões do Shas, cujos líderes buscavam sua direção para assuntos grandes e pequenos. Sem um sucessor natural, o Shas provavelmente vai entrar em um período de lutas internas e sua influência política deve diminuir.
Centenas de seguidores do líder religioso recitaram o kaddish, tradicional oração dos judeus para os mortos. A polícia de Israel fechou as ruas do centro de Jerusalém e deixou centenas de policiais preparados para o funeral.
A morte de Yosef disparou uma enorme onda de lamentações. Centenas de pessoas inundaram as ruas chorando e rezando pelo líder e rasgando suas roupas em demonstração de luto. De acordo com a polícia, mais de 500 mil pessoas compareceram ao funeral de Yosef, que se tornou o maior da história do país.

