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Morre García Meza, último ditador da Bolívia

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La Paz Último ditador da Bolívia, o ex-general do Exército Luis García Meza, de 88 anos, morreu neste domingo após sofrer um ataque cardíaco, em La Paz. Segundo o hospital de segurança militar Cossmil, para onde foi levado, mas os médicos não conseguiram reanimá-lo. O óbito, “possivelmente por parada respiratória” decorrente do enfarte, ocorreu às 3h da madrugada.

García Meza governou o país entre 1980 e 1981, mas acabou condenado a 30 anos de prisão por uma dezena de assassinatos ocorridos nos 13 meses em que esteve à frente do Executivo e por prejuízos econômicos ao país. O ex-general procurou refúgio no Brasil, mas acabou extraditado para a Bolívia, em março de 1995. Desd então, passou mais tempo hospitalizado do que na cadeia.

Em janeiro do ano passado, um tribunal da Itália condenou García Meza e outros seis ex-militares de Chile, Peru e Uruguai pela morte de 23 cidadãos italianos, durante a chamada Operação Condor, quando as ditaduras militares sul-americanas agiram em conjunto para eliminar opositores. A Justiça italiana o condenou a prisão perpétua, cuja pena deveria iniciar após o fim do cumprimento de sua sentença na Bolívia, em 2025.

O ex-general liderou um golpe de Estado sangrento em julho de 1980, que culminou com a deposição da presidente Lidia Gueiler (1979-1980), justamente quando a Bolívia tentava retornar à democracia, após 16 anos de ditadura.

O ministro de Interior de García Meza, o coronel Luis Arce Gómez, também foi sentenciado a 30 anos de prisão por assassinatos políticos. Ele cumpre sentença na periferia de La Paz desde 2009, após ter sido extraditado dos Estados Unidos, onde foi considerado culpado por tráfico de drogas.

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