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Moradores da Faixa de Gaza dependem de ajuda internacional

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Concentrados numa área de 362 quilômetros quadrados — um quarto do território do município do Rio —, cujas fronteiras são controladas por Israel e Egito, e sujeitos às disputas infindáveis entre as duas principais forças palestinas, o Fatah e o Hamas, o 1,9 milhão de habitantes de Gaza depende em grande parte de ajuda internacional para sobreviver. A taxa de desemprego no território passa de 43%, e os serviços de água e eletricidade sofrem cortes constantes.

Ao fim da primeira guerra árabe-israelense, em 1949, a Faixa de Gaza, antes parte da Palestina sob mandato britânico, ficou sob controle do Egito. Em 1967, na Guerra dos Seis Dias, foi ocupada por Israel, que viria a dar autonomia ao território sob os Acordos de Oslo, assinados em 1993 com a Organização para a Libertação da Palestina e que tinham como objetivo final, nunca alcançado, a criação do Estado Palestino, por meio da troca de terras por paz.

Em 2005, Israel retirou totalmente colonos e soldados de Gaza, mas manteve o controle fronteiriço estrito, sob razões de defesa, dominando o espaço aéreo e o acesso marítimo e terrestre ao território. A situação se agravou em 2006, quando o grupo islâmico Hamas venceu as últimas eleições palestinas, mas não teve essa vitória reconhecida internacionalmente. No ano seguinte, o Hamas expulsou de Gaza a facção rival Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que governa de Ramallah, na Cirjordânia ocupada.

Em 2017, Abbas cortou em 30% o salário de 60 mil funcionários públicos de Gaza. A soma de cheques devolvidos duplicou, segundo a agência Reuters, passando de US$ 62 milhões para US$ 112 milhões, e levando comerciantes à falência.

Na fronteira com o Egito, a passagem de Rafah fica quase sempre fechada. Houve um alívio relativo durante o governo de Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, entre 2012 e 2013. No entanto, as restrições de trânsito na fronteira e a repressão ao sistema de túneis clandestinos cavados para o contrabando de bens de primeira necessidade e também de armas voltaram a crescer depois do golpe que levou ao poder no Cairo o atual presidente, Abdel Fattah al-Sisi, reeleito nesta semana em eleições nas quais só teve um adversário, um antigo aliado.

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