
HOANG DINH NAM/AFP
Hoje é o quarto dia que desapareceu o Boeing 777-200 da Malaysia Airlines.
A aeronave que levava 239 pessoas, amplia mais o mistério do seu sumiço.
Exatamente à 1h30 de sábado, a tripulação perdeu contato com a torre de controle, entende-se que a aeronave sofreu corte de sinal repentino após o avião fazer uma meia-volta, com tentativa de voltar para o lugar de origem que é Kuala Lumpur.
Entre os tripulantes havia dois homens com passaportes roubados. Os documentos eram de um italiano e de um australiano, as autoridades afirmam que os homens não era asiáticos, ambos faziam conexão em Pequim e partiram para Europa e nenhum tinha passagem de volta.
Os bilhetes dos homens misteriosos foram comprados por uma terceira pessoa que seria Kazen Ali, um empresário iraniano. Dono de um restaurante na cidade malaia de Pattaya, ele pediu as passagens por telefone e outro homem passou na agência e pagou em dinheiro vivo.
Fizeram check-in cinco pessoas e não passaram pelo portão de embarque, as bagagens desses passageiros foram retiradas e passaram pelo scanner, nada de anormal foi encontrado. O mistério cresce pelo fato de, até o momento, nenhuma dessas pessoas ter procurado, como geralmente ocorre, órgãos de imprensa para contar como conseguiram "escapar" do sumiço.
As equipes de resgate ainda estão à procura da aeronave no Mar do Sul da China, última localização conhecida do Boeing. Quanto mais o tempo passa, mais as correntes marítimas tornam a suposta posição da aeronave incerta.
O capitão Zaharie Shah, 53 anos, atua na Malaysia Airlines desde 1981. Ele tem mais de 18 mil horas de voo. É raro um grande avião comercial ter problema no meio do trajeto — a maior parte dos acidentes acontece na decolagem e no pouso. Há, claro, o caso do voo 447 da Air France, que fazia a rota Rio-Paris e caiu no oceano Atlântico em 2009 — o corpo do avião só foi encontrado dois anos depois. No caso da Air France, porém, o tempo na região estava instável. Já o Boeing da Malaysia Airlines viajava com tempo estável.



