Membros da milícia turca Brigada Sultão Murad invadiram um hospital e tentaram sequestrar uma recém-nascida que nasceu há alguns dias sob os escombros de um prédio em Aleppo, após o terremoto na Turquia.
Segundo a imprensa internacional, os médicos, enfermeiros e o diretor do hospital foram agredidos pelos milicianos durante a invasão.
Os homens tinham a intenção de raptar a bebê e entregá-la por dinheiro para uma organização na Síria. Aya, como foi batizada no hospital, perdeu o pai, os quatro irmãos e a mãe no terremoto.
A mulher foi a óbito logo depois de ser encontrada sob os destroços e dar à luz a criança. A família da pequena era síria, mas já havia fugido da guerra no país e morava em um vilarejo na Turquia.
A história comovente ganhou o mundo, mas também passou a ser explorada financeiramente. De acordo uma ONG, algumas instituições aliadas a grupos extremistas se ofereceram para adotar Aya, mas como tiveram o pedido negado, passaram a oferecer dinheiro pela menina.
A oferta estimulou os milicianos que tentaram sequestrar a menina em troca do “prêmio”, de lá para cá, já ocorreram três tentativas de rapto.
Mais uma vez, a polícia turco conseguiu impedir que a levassem e bebê segue internada em um hospital de Afrin, sob cuidados da equipe médica.
A recém-nascida está, inclusive, sendo amamentada pela esposa do diretor, que também tem um bebê de 4 meses.



