BUCARESTE, 19 Out (Reuters) - A polícia romena informou que um estudante de 13 anos esfaqueou e feriu uma professora e outro aluno na segunda-feira, em meio a relatos da mídia local de que ele havia postado sobre seus planos nas redes sociais pouco antes do ataque.
As escolas na Europa têm enfrentado uma série de ataques este ano em países como Polônia, França e Suécia, com as autoridades, em alguns casos, apontando o papel das redes sociais e das subculturas online que glorificam o assassinato como fator que incita a violência.
“Por volta das 8h40 (2h40 em Brasília), a polícia foi alertada... de que um aluno do sétimo ano de uma escola em Bistrita teria supostamente atacado uma professora e outro aluno com uma faca”, informou a polícia em comunicado.
Uma fonte judicial disse à Reuters que o adolescente de 13 anos estava sendo investigado sob suspeita de tentativa de homicídio qualificado, mas, por ser menor de idade, não será julgado. A Reuters não conseguiu entrar em contato com o advogado do menino.
A fonte disse que o menino havia postado mensagens no TikTok nas quais ele incitava à violência, mas afirmou que os promotores precisavam examinar seus dispositivos digitais antes de chegar a conclusões.
Não houve comentário imediato do TikTok sobre o caso.
Vários veículos de mídia locais noticiaram que o menino havia postado online sobre suas intenções pouco antes do ataque.
Uma imagem de rede social publicada na mídia local mostrava um menino se fotografando no espelho do banheiro com uma faca e um capacete com uma câmera. Outra mostrava sua mão fazendo o sinal de “OK”. Abaixo, uma mensagem em inglês dizia: “É isso aí, rapazes. Venho preparando isso há 8 meses, vejo vocês no Valhalla”.
A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade das publicações.
Seu conteúdo era semelhante ao postado por um agressor que matou um zelador de escola no leste da Polônia no início deste mês.
“As notícias da imprensa de que o estudante anunciou seu ataque no TikTok devem ser esclarecidas pelos investigadores”, escreveu o ministro da Educação, Mihai Dimian, no Facebook.
(Reportagem de Luiza Ilie)
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