Após descobrir que estava com um câncer em estágio terminal, Bonnie Liltz tomou a decisão mais difícil da sua vida: matar sua filha adotiva deficiente. Isso porque ela não queria que a menina fosse para uma “instituição” quando morresse.
O fato aconteceu em Illinois(EUA) em 2015, a mulher foi julgada e condenada pelo crime. Prestes a cumprir a pena , Bonnie foi encontrada morta no último sábado(25) em um aparente suicídio, ela deixou uma carta revelando que deixou de ter forças para lutar.
Tudo começou quando Liltz adotou a filha Courtney aos 4 anos quando ela sofria de paralisia cerebral e era altamente dependente de terceiros para sobreviver. Em 2012, Bonnie foi internada ao descobrir que estava com câncer terminal. A filha foi levada para um instituição privada em condições degradantes que preocuparam Liltz.
"A minha sobrinha chegou de lá toda suja e com marcas da utilização da fralda. A minha irmã ficou arrasada ao ver a Courtney assim", contou a irmã de Bonnie, Susan.
Para garantir que a filha não voltasse a passar pelo mesmo após a sua morte, Bonnie administrou uma dose letal de medicação a Courtney, que estava com 28 anos, pelo tubo de alimentação. Em seguida, ela tomou uma dose similar aos mesmos comprimidos e deixou uma carta de despedida pedindo desculpas à família.
"Peço desculpa por fazê-los passar por isso mas não consigo deixar a minha filha para trás. Se vou antes, o que será dela?”, dizia. Foi a irmã que encontrou as duas, inconscientes, e pediu ajuda.
Courtney morreu no hospital, mas Bonnie conseguiu sobreviver e foi presa pelas autoridades. Inicialmente, Liltz foi acusada de homicídio, porém após ser ouvida pela Justiça a pena foi reduzida. Ficaria presa por 4 anos, mas o desespero falou mais alto.
"Tudo o que ela queria era estar novamente com a Courtney. Ela era uma boa mãe", afirmou uma amiga de Bonnie.
Com informações do Correio da Manhã - Portugal

